sábado, 21 de maio de 2011

Sobre a mediocridade e algumas citações



A ditatura da mediocridade é construída. Não é natural. Um dos aportes que a sustentam é fazer com que a massa pense que a mediocridade é natural, assim, obviamente, nunca a questionam.

A imbecilidade hoje é fruto de um esquema que remonta ao início dos anos 80, quando os donos do mundo resolveram tornar os homens robotizados, sintéticos, para que não refletissem sobre o comportamento alienado para consumir, consumir e consumir. A não-reflexão é supedâneo para o neoliberalismo globalizante. Nesse sentido ver: "Como a Picaretagem Conquistou o Mundo - Equívocos da Modernidade", de Francis Wheen, ed. Record, e "Resistência", de Ernesto Sabato, ed. Cia. das Letras.

Hoje é comum ver pessoas com dois, três empregos... e vários celulares, várias TVs de plasma e um monte de entulhos. Tudo isso sem viver. É comum ver o homem "correndo muito atrás... de nada", como diz Zigmunt Baumamm.

E para que mediocrizar? Para mais explorar. Massas alienadas não questionam toda essa exploração econômico-social em que vivemos nesses tempos de globalização neoliberal.

Mas, tudo isso tem conseqüências. Sobre o mal-estar social de quem se coloca em posição reflexiva, questionadora, ver o excelente livrinho "Como me tornei estúpido", de Martin Page, ed. Rocco.

Aos que acham que "tá tudo normal", saibam que estão errados - estamos no fundo do poço da imbecilização (ver Alain Minc, Erich Fromm...). E não foi sempre assim não, o homem renascentista era bem melhor que essa porcaria que se diz humano hoje. Saramago diz que se o homem continuar assim, em breve voltará a grunhir.

O meio da imbecilização é o senso-comum, a cultura do lixo. Sua antítese - a Filosofia, o questionamento.

No Brasil a imbecilização é mais grave porque tivemos 20 anos de ditadura militar que roubou a cultura e identidade nacional desse povo, como diz meu autor preferido, Fausto Wolff.

Esse é um momento nojento, o homem hoje é alguém que sabe dizer "oi" no início da conversa e "tchau" no fim (no meio tome BBB, novelas, futebol e outros lixos).

O refúgio inteligente e cultural é para poucos, e quem o faz, o faz solitariamente.

É o jeito.

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