Livro revela que apenas 1 de cada 20 brasileiros é dono de alguma propriedade geradora de renda.
Coordenação: Marcio Pochmann, presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
http://zequinhabarreto.org.br/?p=9497
Sendo por natureza um sistema que implanta uma ideologia de competivismo, consumismo e individualismo não é difícil enxergar os dois grandes ramos de conseqüências do neoliberalismo capitalista.
O primeiro - a pobreza material da maioria. E de forma injusta. Porque, na verdade, quem gerou a riqueza foi o trabalhador enquanto o capitalista apenas contabiliza, calcula ou faz o diabo que for... o problema é que quem gerou a riqueza dela não participa. Esse é o fato.
O segundo – toda a gama de resultados no campo da psicologia social, coletiva. Viver em um sistema injusto, aceitando-o, é aceitar que podemos ser injustos é aceitar que podemos ser sub-humanos.
São as conseqüências reflexas, surgidas de forma oblíquas, complementares das políticas Neoliberais: o individualismo e o egoísmo exacerbados.
Daí todo esse mundo doente a que assistimos e a ele nos submetemos. Aceitar um mundo que é errado é aceitar mover-se dentro desse mundo, identificando-se com ele.
Onde impera o “deus” mercado/capital não há espaço para valores da alma. Onde a honra, a dignidade, a fraternidade, o altruísmo...?
Hoje quando um pai não quer mais um filho, joga-o pela janela como se joga um saco de biscoito vazio. Porque essas relações (sub)humanas dão-se em patamares “líquidos”, como diz Baumann. Não há valores morais – só financeiros.
Mas, como dizem, “um novo mundo é possível”.
Concordo. Só que tem que ser construído. E começa pela conscientização política.
Abraços socialistas.

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