Nosso sistema capitalista ainda tem bancos falidos de banqueiros ricos que deram golpes de bilhões na sociedade. É o caso dos Bancos Econômico, Bamerindus, Nacional, Marka, Fonte Cidam, Opportunity...
Enquanto isso as crianças deste país se prostituem para comer. Enquanto isso crianças reviram lixo para comer.
Não fosse a alienação que tomou conta do povo deste país no máximo já teríamos feito a revolução popular necessária e no mínimo já teríamos estabelecido instrumentos de renovação social no sentido de minimamente minorarmos o abismo social, o apartheid social que nos envergonha (envergonha a nós, os indignados).
Fere a razão humana, na perspectiva de quem minimamente se debruça sobre a filosofia, de que tudo isso a que assistimos deva ser mesmo do jeito que é. Aceitar esse momento da ideologia rasa do neoliberalismo, que torna as pessoas automatizadas mentalmente, é como diz nosso amigo Maruivermelho, "dose prá leão".
Fala-se em evolução tecnológica, bolsa, superávit comercial e financeiro, PIB... sem enxergar aquelas crianças nas ruas se prostituindo para comer, como se não existissem. Isso é manter um padrão mental autômato, de quem não age nem pensa por conta própria. Mero repetidor de ações.
Há poucos anos faleceu o filósofo francês Jean Baudrillard. Foi o grande teórico da tese de que a mída, nos países capitalistas, faz com que o povo viva uma realidade virtual, mentirosa, alienante (midiaticamente autômata). Essa consciência coletiva divorciada da realidade real retira das pessoas os recursos de questionamento. A visão de mundo fica empobrecida.
Baumann, no mesmo diapasão, fala da vida "líquida" da modernidade. As relações intersubjetivas distanciadas da realidade real são despojadas de conteúdo. Não há mais sensibilidade social. A regra é a apatia com relação ao "outro".
A quem interessa uma coletividade sem recursos de questionamento? Autômata? Líquida?
A quem interessa toda essa passividade em relação aos problemas graves trazidos pelo neoliberalismo como destruição do meio-ambiente, monetarização da vida, enxergamento do outro como "coisa"? A quem interessa toda essa insensibilidade social?
Um doce para quem acertar.
Como diz Leonardo Boff, um dos maiores pensadores do Brasil e do mundo - "O capitalismo é incompatível com a vida".
Abraços socialistas.


Nenhum comentário:
Postar um comentário